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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Lista de premiados do Cine PE 2009

Por Alexandre Cunha

Não podíamos exigir muito. Quando os concorrentes tratam-se de Estranhos, Mistéryos, Pela Vida, Pelo Tempo, entre outros, não nos é dado o direito de reclamar. Os jurados fizeram o melhor (ou quase isso) possível com o 'material' que tinham em mãos. Justos, os prêmios para o trio protagonista de Praça Saens Peña. Não tanto, porém, o dado para Leonardo Miggiorim; Gustavo Falcão, por exemplo, foi extremamente mais eficaz com seu personagem no longa de Vinícius Reis. Alô, Alô, Terezinha! ter saído como grande vencedor não surpreendeu, a reação do público preludiava isso. Meu voto seria para Praça Saens Peña, ou Um Homem de Moral. O documentário sobre Chacrinha (se é que foi sobre ele mesmo) fez comédia da vida alheia, ridicularizando os personagens entrevistados. Pôr dois gagos para conversar e fazer disso algo cômico é, no mínimo, repugnante. Enfim.

Entre os curtas, nenhuma surpresa e mais satisfação. Muro, SuperBarroco e Os Sapatos de Aristeu foram merecidamente premiados. Destaque também ao prêmio de Melhor Curta-Metragem Digital para A Ilha, animação muitíssimo interessante sobre o "trânsito cotidiano" das metrópoles.

Mais uma vez, o Cine PE mostra que os maiores atrativos do festival são, de fato, os curtas. Torço, esperançoso, em relação a dois fatores nas próximas edições: uma produção de longas nacionais mais relevante e, consequentemente, uma maior minúncia da curadoria em relação a esses projetos. É desestimulante constar que pessoas apostaram financeiramente em produções como Pela Vida, Pelo Tempo, enquanto realizadores extremamente talentosos batalham para concluir um mísero curta. Utópico, alguns dirão. Resta-nos, portanto, sermos brasileiros e não desistirmos nunca.

Segue, abaixo, a lista completa dos premiados:

Mostra Pernambuco

Melhor Longa-Metragem: KFZ-1348

* Doc com direção de Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso.

Melhor Curta-Metragem (1º colocado): Tebei

* Doc dirigido por Gustavo Vilar, Hamilton Costa Filho, Paloma Granjeiro e Pedro Rampazzo.

Melhor Curta-Metragem (2º colocado): Ave Sangraia-Sons de Gaitas, Violões e Pés

* Doc com direção de Rayanaia Uchoa, Rebeca Venice e Thiago Barros

Mostra Competitiva de Curtas-Metragens em Digital

Melhor Curta-Metragem Digital: A Ilha (DF/Animação de Ale Camargo)

Melhor Diretor: Marão, pelo curta O Anão que Virou Gigante (RJ/Animação)

Melhor Roteiro: Maurício Rizzo, pelo curta Quintas Intenções (RJ/Ficção)

Melhor Montagem: Marc d’ Rossi, pelo curta Nello’s (SP/Doc)

Melhor Curta-Metragem/Júri Popular: Manual para se Defender de Alienígenas Zumbis e Ninjas (SP/Ficção/Direção de André Moraes)

Prêmio Especial do Júri: Um Artilheiro no meu Coração (PE/Doc de Diego Trajano, Lucas Fitipaldi e Mellyna Reis)

Prêmio Especial da Crítica/Imprensa: A Ilha

Mostra Competitiva de Curtas-Metragens em 35mm

Melhor Curta-Metragem: Superbarroco (PE/Ficção/Direção de Renata Pinheiro)

Melhor Diretor: Sérgio Luiz René Guerra (Os Sapatos de Aristeu/SP/Ficção)

Melhor Roteiro: Marcela Arantes (Eu e Crocodilos/SP/Ficção)

Melhor Atriz: Prêmio coletivo para as atrizes de “Os Sapatos de Aristeu”

Melhor Ator: Everaldo Pontes (pelo curta Superbarroco)

Melhor Direção de Arte: Diogo Balbino, Rita Carelli, Leonardo Lacca (pelo curta Muro/PE/Ficção/Direção de Tião)

Melhor Trilha Sonora: Bernardo Gebara (pelo curta Distração de Ivan/RJ/Ficção com direção de Cavi Borges e Gustavo Melo)

Melhor Edição de Som: Alessandro Laroca (pelo curta Blackout/RJ/Ficção com direção de Daniel Rezende)

Melhor Montagem: João Maria (pelo curta Muro/PE/Ficção/Direção de Tião)

Melhor Fotografia: Juliana Vasconcelos (pelo curta Os Sapatos de Aristeu)

Prêmio Especial do Júri: Cocais, a Cidade Reiventada (SP/Doc/Direção de Inês Cardoso)

Prêmio Especial da Crítica/Imprensa: Muro

Menção Honrosa do Júri: Para a trilha sonora do filme Nós Somos um Poema

Melhor Curta-Metragem/Júri Popular: Blackout (RJ/Ficção/Direção de Daniel Rezende)

Mostra Competitiva de Longas-Metragens

Melhor Longa-Metragem: Alô, Alô, Terezinha! (RJ/Doc/Direção de Nelson Hoineff)

Melhor Direção: Vinícius Reis (Praça Saens Peña/RJ/Ficção)

Melhor Roteiro: Ricardo Dias (Um Homem de Moral/SP/Doc/Direção de Ricardo Dias)

Melhor Ator: Chico Diaz (Praça Saens Peña)

Melhor Atriz: Maria Padilha (Praça Saens Peña)

Melhor Atriz Coadjuvante: Isabela Meireles ((Praça Saens Peña)

Melhor Ator Coadjuvante: Leonardo Miggiorim (Mistéryos/PR/Ficção)

Melhor Fotografia: Alziro Barbosa (Miytérios)

Melhor Trilha Sonora: André Moraes (Estranhos/BA/Ficção)

Melhor Edição de Som: Fernando Henna (Um Homem de Moral)Melhor Direção de Arte: Zenor Ribas (Mistéryos)

Melhor Montagem: Daniel Maia, Diana Gândra e Felipe Paes (Alô, Alô, Terezinha!)

Prêmio Especial do Júri: Um Homem de Moral

Prêmio Especial da Crítica/Imprensa: Praça Saens Peña

Melhor Filme/Júri Popular: Alô, Alô, Terezinha!

Troféu Gilberto Freyre: Alô, Alô, Terezinha!


domingo, 3 de maio de 2009

'Estranhos' de Paulo Alcântara é bem recebido pelo público do Cine PE

Por Aline Fontelli

A noite do sábado no Cine PE superou o grande público da sexta-feira. Com o teatro do Centro de Convenções lotado, quem compareceu a 13° edição do festival acompanhou a Mostra Cel.U.Cine e os curtas digitais e em 35mm, que iniciaram as competições.

A última exibição da noite foi do longa-metragem baiano ‘Estranhos’ do diretor Paulo Alcântara, que com um roteiro simples, conseguiu agradar incrivelmente o público do festival, famoso pelas suas críticas rigorosas. O filme foi o último longa exibido dentro da categoria a disputar o Troféu Calunga pela mostra competitiva de longas-metragen
s.

Também esteve presente no evento e promovendo o filme, o ator Jackson Costa, que está no elenco do longa. Ele já participou de produções da Rede Globo, como as novelas Paraíso e Duas Caras.

O diretor até que foi feliz em acertar numa história que conta de forma cômica várias histórias dentro do uma só. Coisa bastante comum dentro do cinema. Uma professora primária que quer rever as filhas que estão com o pai alcoólatra, e é cortejada pelo açougueiro e pelo diretor da escola onde trabalha. Uma ex-prostituta que apanha do marido, mas se contenta com o fardo. Um assaltante gay e o seu parceiro. Duas crianças que estão descobrindo o primeiro amor. E um “louco” apaixonado. Enquanto os personagens se revelam ao público, o drama (que acaba não parecendo bem um drama) da história aumenta. No fim, todos acabam no mesmo lugar, com um trágico fim (que está mais pra feliz).

Diante das opiniões fora do teatro, eu diria que Paulo Alcântara acertou a medida da adaptação de ‘Estranhos’, que foi roteirizado para a realidade baiana por Carla Guimarães. O roteiro original é do espanhol - peruano Santiago Roncagliolo. Vale salientar que elenco do filme é quase todo de atores baianos, com exceção da atriz mineira Mariana Muniz.

sábado, 2 de maio de 2009

“Quer alho da cabeça roxa?”

Por Lorena Tabosa

O primeiro longa-metragem a ser exibido na noite de ontem, no Cine-PE, foi Alô, alô, Teresinha!, um documentário dirigido pelo jornalista, produtor e diretor de televisão, Nelson Hoineff, que tem estreia comercial prevista para o fim do ano.

O filme, a princípio, fala sobre a obra de Abelardo Barbosa, o famoso Chacrinha. Contudo, talvez até pelo próprio formato do vídeo, os depoimentos dominam a produção, e acabam conduzindo a trama aos dramas pessoais dos entrevistados, ao invés de tratarem das histórias do Chacrinha.

Mais de 25 chacretes foram contatadas, e logo encheram a tela com os desmazelos trazidos pelo passar do tempo. Sem os corpos esculturais e a fama de antigamente, que lhes rendiam várias propostas por parte do sexo masculino (como o filme faz questão de deixar claro ao trazer falas do tipo “fulano ‘comeu’ cicrana”), as chacretes traçam um triste panorama do que é uma vida sem reservas, sem pudores. A única que parece ter “vingado” na “carreira artística” é Rita Cadillac, que ganha seu pão de cada dia permitindo que deem beijocas em seu bumbum malhado, uma vez que deixou de atuar em produções pornográficas.

Não é preciso procurar muito para encontrar outra expressão de humor negro no longa: as frustrações dos ex-calouros. Muitos deles ainda não superaram as buzinadas que levaram no programa, como é o caso de Manuel de Jesus, que ainda hoje jura, de pés juntos, que canta muito melhor que Roberto Carlos.

Esse tipo de tomada despertou no público levantes e mais levantes de gargalhadas. Por conta disso, é plausível afirmar que o filme foi muito bem recebido, ainda mais levando em conta que foi sua primeira exibição para o grande público. No entanto, mesmo sabendo que o riso nem sempre está relacionado a uma veia cômica, tais reações levam a pensar que o povo gosta mesmo é de rir da desgraça alheia.

Apesar disso, a obra tem momentos interessantes, como depoimentos de artistas, que vão desde a saudosa Dercy Gonçalves até o Russo, e da viúva do Abelardo. De acordo com Alceu Valença, “O chão de Chacrinha foi a cultura popular”. Ele está, em parte, certo. O programa do Chacrinha foi o primeiro a dar espaço ao movimento da Tropicália, e seu estilo “escrachado” sempre fez sucesso com o público. No entanto, haveremos de convir que jogar bacalhau para a plateia pode não ser a melhor forma de levar cultura à população.

Nelson Hoineff, que já esteve à frente de mais de 500 documentários, começará a gravar seu novo longa em duas semanas. Este contará a história de Cauby Peixoto, cantor brasileiro em atividade desde os anos 1940, e que é famoso pelo seu timbre de voz grave e aveludado e pelo seu estilo excêntrico. Esperemos que seja realmente o Cauby o protagonista da produção.

Entrevista: Chico Diaz

Por Aline Fontelli

Na noite de quinta-feira (30), o Cine-PE exibiu o filme 'Praça Saens Peña', uma ficção do diretor e roteirista Vinícius Reis.

Chico Diaz, ator consagrado, nascido no México, trabalhou em cinema, televisão e teatro, e faz parte do elenco do longa-metragem, que foi exibido pela primeira vez ao grande público
da noite.

Ele já participou de diversas edições do festival, e em rápida entrevista falou sobre sua carreira.

Chico trabalhou com grandes nomes do cinema nacional e também do cinema pernambucano, como Cláudio Assis e Paulo Caldas.

Também atuou em 'Baile perfumado', um clássico do cinema local, e que serviu como um divisor de águas para o cinema de Pernambuco, retomando com mais força as nossas produções, depois do período de inércia pós Ciclo do Recife.


Aline Fontelli -
Diante de todo esse histórico, como Chico Diaz está atualmente?

Chico Diaz – Como é que eu ‘tô’? Eu estou bem obrigado! Bem acompanhado. (Ele brinca, se referindo a atriz Maria Padilha e a sua esposa e também atriz Silvia Buarque, que estavam no local). E fazendo alguns filminhos por aí, não estou acompanhando a nova safra do cinema pernambucano porque não está dando, mas está tudo certo.

A – Hoje você prefere trabalhar em cinema ou em TV?

C – Um pouquinho de cada um. Ficar mudando de suporte pra suporte. Primeiro televisão, depois teatro e cinema e ficar voltando, é o que interessa ao ator. Vir de diferentes qualidades de meio. Em televisão muita cena pra decorar, muito trabalho, no cinema também e no teatro o público vibra, então tento me mover por esse três.

A – Qual o seu próximo projeto dentro do cinema?

C – Estou filmando 'Sudoeste' do Eduardo Nunes, no Rio de Janeiro, estreando 'Moby dick' do Aderbal Freire, no Rio de Janeiro e estou lançando 'Saens Peña' que está aqui agora e um outro que se chama 'O sol do meio-dia' da Eliane Gauze.

A – E fazendo cinema, o que é mais gostoso e o que é mais trabalhoso?

C – O que é mais trabalhoso é esperar, é não fazer nada. É ficar esperando. E o que é mais gostoso é trabalhar bem, contracenar bem, viver em equipe. Acho que o grande barato do cinema é viver em equipe, cada um com sua função, parecendo uma ‘maquininha’ toda bem lubrificada, é isso.


A título de curiosidade, 'Praça Saens Peña' conta com a participação especial do cantor Aldir Blanc e ainda tem no elenco principal Maria Padilha, Gustavo Falcão e Isabela Meirelles. O diretor conta que a ideia do roteiro surgiu de experiências dele mesmo, no bairro da Tijuca.

Quem não conferiu o longa na programação do festival, agora só resta esperar entrar em circuito nacional.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mistéryos

Por Alexandre Cunha

Segundo longa-metragem exibido no festival, a produção curitibana Mistéryos (Beto Carminatti e Pedro Merege, 2008) deixa-nos, ao menos, uma reflexão: como um festival do porte do CINE-PE, que se dá ao luxo de receber o vencedor do oscar Costa-Gavras, tem a coragem de exibir uma obra desse nível na mostra mais importante do evento? Tão escandaloso quanto é constatar que, na mesma noite, subiram ao palco, homenageados, o lendário Fernando Spencer e a talentosa Dira Paes, atriz com mais filmes na bagagem após a retomada do cinema nacional, pós-Collor. O sentimento de frustração, durante os rastejantes 80 minutos do filme, foi, arrisco dizer, pleno.

Tentativa absurdamente equivocada de criar uma atmosfera sombria, a produção aborda três casos supostamente misteriosos. Pretensão pura. Em momento algum há, de fato, suspense na tela e a insistência nas (três) histórias risíveis torna a película numa incessante tortura cinematográfica (em todos os aspectos, todos). O roteiro, beirando o amadorismo, se utiliza de fórmulas clichês (e altamente mal usadas) para dar fluência à narrativa. O uso de legendas, transmissões radiofônicas e depoimentos dos personagens demonstram preguiça e pragmatismo por parte dos idealizadores. A narração em off desgasta e diálogos como "- tô esperando meu namorado./ - enquanto ele não chega, eu te faço companhia." extermina a paciência presente em cada alma cinéfila. Se há algum ponto não tão negativo no filme, é a fotografia. Quase sempre escura, é adequada à proposta do enredo.

Os atores fazem o que pode com a estupidez que lhes fora incumbida. Mas, só de participar de algo do tipo, é condenável. Carlos Vereza, grande ator, parece não mais se importar com as produções que adentra. Depois do protótipo de novela "Bezerra de Menezes: O diário de um espírita", o veterano intérprete mancha ainda mais sua carreira com "Mistéryos". Merece certo mérito, porém, por, ainda que dentro do absurdo, conseguir extrair uma atuação eficiente. Seria mais interessante, entretanto, utilizar a competência que possui em algo relevante. Atores das simulações do extinto Linha Direta seriam, certamente, adequados a esta produção, que me fez sentir saudades de Você Decide.

Ao acender das luzes, os remanescentes espectadores (leia-se batalhadores) agradeciam. Não aos realizadores, não à organização, mas à inflexibilidade do tempo que, ainda bem, não se atrasa. Nos créditos, orei. Implorei aos deuses cinematográficos para que os próximos longas do festival não sejam tão 'longos'. Que minha fé não seja abalada.

terça-feira, 10 de março de 2009

Linha de passe

Por Aline Fontelli

Dez anos depois do seu aclamado longa, Central do Brasil, Walter salles, agora em parceria com Daniela Thomas, volta a tematizar o drama de uma família suburbana do interior de uma metrópole. Sem grandes inovações no que contam, ao menos nos deixam apreciar de suas boas relações com a fotografia. Ainda assim, os filmes produzidos de uns tempos para cá, sempre tem dado a sensação de "acho que já vi isso antes" (um lapso - que vem sendo frequente - de inovação, talvez?)

Apesar de esteticamente atraente (e isso não é novidade nas películas de Walter), o filme peca no roteiro. Histórias de famílias necessitadas que moram no interior no Brasil já estão um tanto quanto "assistidas" e, quando se quer unir futebol e cinema é preciso uma preponderância enorme, senão o risco é cair na história do menino pobre que cresceu na vida investindo no seu futebol e ajudou a família (uma espécie de Dois filhos de Francisco futebolístico - aí me poupe!)

As atuações intensas dos quatro personagens principais, que parecem mais sobreviventes do que viventes, teve a dose certa. E, claro, um certo destaque para Sandra Corveloni (brilhante, é verdade) que, merecida do prêmio de melhor atriz (Cannes, 2008), dribla a chatisse dos primeiros minutos, que parece que vai acompanhar todo o filme (mas não é tão mau assim).

Salvo pela belíssima fotografia de Mauro Pinheiro (repito), eu diria que Linha de Passe é quase uma espécie de Central do Brasil, denso, lento e acinzentado (porém, piorado).


Ficha técnica:


Direção:
Daniela Thomas, Walter Salles
Elenco: Vinícius de Oliveira, João Baldasserini, José Geraldo Rodrigues, Kaique de Jesus, Sandra Corveloni
Duração: 108 minutos

- Veja trailer


Nota: 7,0