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quinta-feira, 26 de março de 2009

Quarenta anos do Woodstock e o presente é cinematográfico

Por Luiz Manghi


Este ano o Festival de Woodstock completa quarenta verões e os cinéfilos, e os rockeiros também, é que recebem os presentes. Ang Lee lançará, ainda este semestre, o filme Taking Woodstock e ainda será feita uma reedição do filme Woodstock: 3 Days of Peace and Music (Michael Wadleigh, 1970).

Pois bem, mais uma incursão de Ang Lee no cinema e pela terceira vez o homossexualismo será abordado em um de seus filmes. É um Bono Vox das causas de gênero e em versão diretor de cinema. Lee já estreou como diretor abordando a causa gay.
O Banquete de Casamento (1993) conta a história de um adolescente taiwanês que vive nos EUA e esconde dos pais a homossexualidade. Daí seguiu na mesma linha com o aclamado O Segredo de Brokeback Mountain (2005) e agora fez Taking Woodstock.

A história do novo longa metragem de Lee é baseada no romance biográfico de Elliot Tiber, um designer de interiores gay, herdeiro de um hotel no campo que se vê na obrigação de administrar o negócio dos pais, contra a própria vontade. Ao saber do show que iria acontecer bem ao lado de seu hotel, e de se interessar por toda aquela história de amor livre, Tiber decide ajudar na organização e alojar boa parte dos músicos e organizadores do festival em seu hotel.

E como eu já havia avisado, os rockeiros de plantão também recebem presente! A reedição de
Woodstock: 3 Days of Peace and Music terá quarto horas de duração e a inclusão de dezoito atuações inéditas, entre elas: Creedence Clearwater Revival, The Grateful Dead, The Paul Butterfield Blues Band, Mountain e Johnny Winter.

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Veja o trailer de Taking Woodstock aqui

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Ensaio sobre a cegueira

Por Otávio Portugal

     O longa-metragem, dirigido por Fernando Meirelles, é baseado na obra de mesmo nome, do escritor José Saramago. O filme conta a história de uma epidemia de cegueira branca que assola uma cidade. Quando a situação começa a ficar fora de controle os infectados e uma mulher (Julianne Moore) que não tinha sido atingida pela doença, são colocados em quarentena em uma clínica psiquiátrica. Lá dentro, esquecidos do mundo, eles aprendem a conviver com a deficiência. São criadas duas alas e começa a existir uma articulação política dentro da clínica. Uma das alas, que é representado por Barman (Gael Garcia) “O Rei da Ala 3”, passa a impor uma política autoritária, enquanto a outra, representada por um médico (Mark Ruffallo), atende aos pedidos dos opressores, até que ocorre uma revolta interna. Quando conseguem fugir, do local em que estavam presos, se deparam, sem enxergar, com a cidade destruída, só cegos e todos agindo feitos animais, brigando por comida e espaços para dormir. Com o desenrolar da história os personagens principais, passam a não se preocupar mais com a deficiência, começando a reviver seus mais valiosos sentimentos como lembranças, laços familiares, paixão e solidariedade.